terça-feira, 25 de outubro de 2011
Passione
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rkzf5yC9RVo#!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
DIA 146
Era uma vez duas vezes. E como não há duas sem três,
algum castigo tens guardado para mim. Não sei se me
roubarás os livros, se me esconderás os melros, se me
negarás os beijos. Alguma coisa destas tu farás.
Podes roubar-me os livros.
Hei-de recuperá-los, verso a verso, como a aranha que
reconstrói a teia, como o pensamento que reconstrói a
ideia, como o vento que reconstrói a duna.
Podes esconder-me os melros.
Saberei cantar. Darei asas à minha esperança para a ver
poisar em todos os verdes, brilhar em todos os muros,
debicar todos os desejos.
Não me negues os beijos.
Morrerei de fome. E de sede. E de saudade.
Morrerei de te ver e não te ter.
Morrerei de não morder a tua boca.
Morrerei de não viver.
Morrerei.
Joaquim Pessoa
algum castigo tens guardado para mim. Não sei se me
roubarás os livros, se me esconderás os melros, se me
negarás os beijos. Alguma coisa destas tu farás.
Podes roubar-me os livros.
Hei-de recuperá-los, verso a verso, como a aranha que
reconstrói a teia, como o pensamento que reconstrói a
ideia, como o vento que reconstrói a duna.
Podes esconder-me os melros.
Saberei cantar. Darei asas à minha esperança para a ver
poisar em todos os verdes, brilhar em todos os muros,
debicar todos os desejos.
Não me negues os beijos.
Morrerei de fome. E de sede. E de saudade.
Morrerei de te ver e não te ter.
Morrerei de não morder a tua boca.
Morrerei de não viver.
Morrerei.
Joaquim Pessoa
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O meu amor existe
O meu amor tem lábios de silêncio
e mãos de bailarina
e voa como o vento
e abraça-me onde a solidão termina
O meu amor tem trinta mil cavalos
a galopar no peito
e um sorriso só dela
que nasce quando a seu lado eu me deito
O meu amor ensinou-me a chegar
sedento de ternura
sarou as minhas feridas
e pôs-me a salvo para além da loucura
O meu amor ensinou-me a partir
nalguma noite triste
mas antes, ensinou-me
a não esquecer que o meu amor existe
Jorge Palma
e mãos de bailarina
e voa como o vento
e abraça-me onde a solidão termina
O meu amor tem trinta mil cavalos
a galopar no peito
e um sorriso só dela
que nasce quando a seu lado eu me deito
O meu amor ensinou-me a chegar
sedento de ternura
sarou as minhas feridas
e pôs-me a salvo para além da loucura
O meu amor ensinou-me a partir
nalguma noite triste
mas antes, ensinou-me
a não esquecer que o meu amor existe
Jorge Palma
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