Afasto de ti com
raiva surda
o corpo
as mãos
o pensamento
e apago secreta
uma a uma
as velas acesas do teu vento
liberta ponho o corpo
em seu lugar
visto a cidade
penteio um rio sedento
penso ganhar
e fujo
e não entendo
penso dormir
mas não consigo
o tempo
E cede-se o vazio
sobre o meu ventre
e segue-se a saudade
em seu sustento
E digo este meu vício
dos teus olhos
de um verde tão lento
muito lento
Se penso que te deixo
já te quero
Se penso que recuso
já te anseio
Se penso que te odeio
já te espero
e torno a oferecer-te
o que receio
Se penso que me calo
já te grito
Se penso que me escondo
já me ofereço
Se penso que não sinto
é porque minto
Se pensas que me olhas
já estremeço.
Maria Teresa Horta
domingo, 30 de dezembro de 2012
Disse-te um dia
Disse-te um dia
que havia de dar-te uma estrela
tão real como os sonhos
do rio Guadalquivir
e o perfume adolescente
do teu corpo
a ondular na aurora de Sevilha
Não foste comigo a Barcelona
ver as pesadas corolas e os mosaicos
de La Pedrera
mas espera-me no aeroporto
de nunca antes
o rumor febril dos teu olhos
onde aprendi
que o tempo não existe
Mas a vida pode ser
também mágoa escura
bem sabes Por isso te prendo
as mãos sobre as ancas
para não fugirmos mais um do outro
e bebo todo o sol e afinal o tempo
nos teus lábios
Urbano Tavares Rodrigues
que havia de dar-te uma estrela
tão real como os sonhos
do rio Guadalquivir
e o perfume adolescente
do teu corpo
a ondular na aurora de Sevilha
Não foste comigo a Barcelona
ver as pesadas corolas e os mosaicos
de La Pedrera
mas espera-me no aeroporto
de nunca antes
o rumor febril dos teu olhos
onde aprendi
que o tempo não existe
Mas a vida pode ser
também mágoa escura
bem sabes Por isso te prendo
as mãos sobre as ancas
para não fugirmos mais um do outro
e bebo todo o sol e afinal o tempo
nos teus lábios
Urbano Tavares Rodrigues
Janela da Saudade
Não quero sentir saudade
Mas olhando da minha janela
Tudo me fala de ti...
O ar que me envolve
Impregnado dos teus amoras
Eleva o meu olhar
Até ao horizonte longínquo
Onde te escondes...
Não quero sentir saudade
Mas a minha janela
Está voltada para o Céu
Em que vives.
As nuvens desenham formas
Que fazem lembrar o teu rosto
E a chuva que bate na vidraça
És tu chamando por mim...
És brisa que me beija,
Núvem que me embala,
Trovão que me desperta...
Não não quero sentir saudade
Mas não posso fechar a minha janela!
Céu Cruz
Mas olhando da minha janela
Tudo me fala de ti...
O ar que me envolve
Impregnado dos teus amoras
Eleva o meu olhar
Até ao horizonte longínquo
Onde te escondes...
Não quero sentir saudade
Mas a minha janela
Está voltada para o Céu
Em que vives.
As nuvens desenham formas
Que fazem lembrar o teu rosto
E a chuva que bate na vidraça
És tu chamando por mim...
És brisa que me beija,
Núvem que me embala,
Trovão que me desperta...
Não não quero sentir saudade
Mas não posso fechar a minha janela!
Céu Cruz
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