quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Janela da Saudade

Não quero sentir saudade
Mas olhando da minha janela
Tudo me fala de ti...
O ar que me envolve
Impregnado dos teus amoras
Eleva o meu olhar
Até ao horizonte longínquo
Onde te escondes...
Não quero sentir saudade
Mas a minha janela
Está voltada para o Céu
Em que vives.
As nuvens desenham formas
Que fazem lembrar o teu rosto
E a chuva que bate na vidraça
És tu chamando por mim...
És brisa que me beija,
Núvem que me embala,
Trovão que me desperta...
Não não quero sentir saudade
Mas não posso fechar a minha janela!


Céu Cruz

Noite

Chegas sem avisar…
sempre a tempo de me abraçar.

És o ponto onde sempre me encontro
Mesmo sem ter de me perder
És vento que não me faz tonto
Mas que faz minha alma esmorecer

És o meu casulo de abrigo
Mesmo sem ter de me esconder
És manta que se enrola comigo
Com carinho pra adormecer

És um som que nada diz
És a cor que me aquece
És cama onde a conheci
És o amor que nunca esquece.

Chegas sem avisar…
Sempre a tempo de me abraçar.


Paulo Costa